A cidade
Levei-te pelas ruelas que ainda estavam vazias de ti e tu coloriste-as com as tuas cores. Puxei-te para os pátios esquecidos da memória de todos e tu contaminaste-os com a tua presença. Arrastaste-me a sorrir para as avenidas abertas a todos os olhares e eu baixei a cabeça para o chão, marcando todas as pedras que pisava. Agora, entre o passado e o presente, nada nesta cidade está em branco de nós. Já não tenho ruas onde tu não estejas, avenidas onde não me cruze connosco, jardins onde as flores não tenham o teu cheiro.(Foto: http://www.lisbonphotos.net/)

3 comentários:
Só te posso dizer que senti um arrepio quando "te li"...
MLS
O que escreve é absolutamente fantástico...
Às vezes acho que vejo partes da minha vida aí reflectidas.
Muito bom, mesmo!!!!
Bjs
O que doêm os "cortes"!
beijinhos
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